Série Histórias que movem: parentalidade atípica
Ser mãe sempre foi um dos meus papéis mais importantes. Mas, em setembro de 2024, esse papel ganhou novos contornos. Recebi o diagnóstico do meu filho, Murilo: Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível de suporte 2.
E, junto com o laudo, veio um turbilhão de sentimentos, entre eles, uma pergunta que ecoava todos os dias: como conciliar tudo? Como ser mãe, profissional, filha e líder diante de uma nova rotina, intensa e desconhecida? A resposta não veio de uma vez. Ela foi construída, dia após dia, com apoio. Murilo iniciou uma jornada intensa de terapias, de segunda a sexta-feira.
Com dedicação, amor e acompanhamento contínuo, tivemos uma evolução significativa: em um ano, reduzimos o nível de suporte sem intervenção medicamentosa. Mas essa conquista não é só nossa. Ela também é resultado de um ambiente de trabalho que acolhe, escuta e age. Tive, e sigo tendo, o apoio da minha liderança, além de um espaço que promove empatia e aprendizado por meio de iniciativas de diversidade e inclusão.
Essa rede fez toda a diferença! Porque, na prática, sair de mediadora para protagonista da própria história não é simples. Exige coragem, adaptação e, principalmente, suporte. Empresas que compreendem essa jornada e apoiam seus(as) colaboradores(as) não apenas fortalecem pessoas, elas constroem ambientes verdadeiramente saudáveis. E isso transforma tudo!
Mara Fernandes, mãe atípica do Murilo e coordenadora de Comunicação e Responsabilidade Social na Aeris Energy.


