Ser pai atípico… é aprender a ler o mundo através dos olhos do seu filho.
Em 2022, o diagnóstico de TEA do Bernardo chegou e, desde dali começou uma nova história para mim e para minha esposa, Fernanda.
Com apenas 1 ano e 7 meses, o Bernardo já nos mostrava que sua jornada seria única. Além do autismo, enfrentamos juntos as batalhas da APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca) e da dermatite atópica. Cada dia é uma construção de autonomia. O Bernardo é um explorador nato! Adora correr, escalar e descobrir o mundo, mesmo que, às vezes, a sensibilidade sensorial ou a falta de noção de perigo exijam um olhar mais atento.
Nossa rotina envolve paciência e adaptação. Seja para ajudá-lo na coordenação motora fina ou para dar o tempo necessário para que ele processe uma pergunta e consiga se comunicar, o foco é sempre o mesmo: dar suporte para que ele cresça com independência, afinal, cada pequeno avanço é uma conquista gigante.
Nessa caminhada, o apoio que recebo da minha liderança é o que me permite estar presente onde mais importa. Ter um ambiente de trabalho que compreende a rotina de terapias e os cuidados específicos de uma criança atípica faz toda a diferença na minha saúde mental e no meu desempenho.
Apoiar um pai atípico é investir em um ambiente de trabalho mais humano, empático e transformador.
Cloves Rodrigues, pai atípico do Bernardo e especialista de Remuneração e Benefícios na Aeris Energy.


