História 1 | Do diagnóstico à autonomia: a força de uma rede

Série Histórias que movem: parentalidade atípica

Ser mãe é um aprendizado constante, mas ser mãe atípica da Geórgia, hoje com 10 anos, me ensinou o verdadeiro significado de resiliência. O diagnóstico de TEA veio cedo, aos 2 anos e meio, seguido pelo de TDAH aos 5.
Na época, eu vivia o desafio em dobro: a Geórgia ainda era um bebê de 10 meses quando engravidei novamente. Como conciliar as terapias, o trabalho, a escola e os cuidados com a casa?
Meu maior objetivo sempre foi um só: prepará-la para ser uma adulta funcional. E cada conquista dela é uma vitória coletiva. Hoje, a Geórgia é a melhor aluna da classe, sem necessidade de atividades adaptadas, e já é faixa vermelha no karatê. Em casa, checklists simples ajudam a guiar sua autonomia e organização.
Mas essa jornada não se faz sozinha. Na empresa, encontro espaço nas ações de diversidade e inclusão para partilhar minha vivência e, principalmente, para continuar aprendendo. Ter um ambiente que escuta e acolhe transforma o peso do desafio em orgulho pelas superações.
Quando uma empresa abraça a neurodiversidade, ela não apoia apenas o colaborador, ela impulsiona o futuro de toda uma família.

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